Hoje senti tanto a tua falta, senti-a como não o fazia há meses, fugiste, fugiste de mim e eu fiquei à espera. O meu estômago enterrou-se em si mesmo, os arrepios que percorreram a minha espinha diziam-me que era isto, apenas isto, o fim, que não mais te veria, senão para dizer... Adeus, talvez? Oh, o medo! Quando não há nada que possa fazer, não tenho para onde ir... Começo a esquecer-me, começo a confundir, a misturar o que de ti conheço, começo a tomar a ansiedade pelo que sinto por ti, pelo que sinto de nós, deixo de sentir-nos de todo...! Este... Este medo, que medo é este? Esta dormência crescente, este vírus que se espalha, dor no peito, visão turva, este corpo que se mexe, não sou eu quem manda aqui!
Perco o controlo.
De mim, nada fica, não resisto. Não sei onde estou. As acções são automáticas, e o sorriso, frágil, mentiroso, disfarça a falta de brilho nos olhos, disfarça o tremor da voz, a inconsciência dos movimentos. Ainda não sei onde estou. O silêncio, as conversas casuais... Puro treino, uma performance no dia-a-dia. Pura mentira.
Hoje, vi-te. Falámos, andámos, beijámo-nos; porém, de certo reparaste que não o fizeste comigo.
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